Apresentação

CONTEXTUALIZAÇÃO

O projecto inicial de criação de um Centro de Estudos e Formação em Género em Cabo Verde, surge em 2002 como figurino então preconizado de um Centro Regional. Desde o início o Centro se propôs dar respostas ao interesse crescente de instituições públicas e da sociedade civil, cabo-verdianas e africanas, em trabalhar com o género enquanto instrumento de desenvolvimento e considerar as questões relativas ao género como pedra de toque do desenvolvimento. Apesar deste crescente reconhecimento e dos esforços consideráveis efectuados para a integração do género a todos os níveis do processo de desenvolvimento, verificou-se que persistia a necessidade de uma estrutura regional vocacionada para a pesquisa e formação em género. O CEGEF foi assim pensado como uma estrutura que contribuiria para o desenvolvimento de competências, tendo em conta que a larga maioria das formações em género é de curta duração e não implica um seguimento. Constatou-se ainda que os poucos recursos disponíveis a este nível se concentram em instituições vocacionadas para países africanos anglófonos, deixando os profissionais da África sub-saariana de língua francesa, portuguesa e espanhola sem alternativa, que não seja a de recorrer a centros inseridos em realidades socioculturais substancialmente diferentes.

Assim consideraram-se cenários alternativos, como a criação de um Centro de Estudos e Formação Universitário, com vocação privilegiada para os países lusófonos, em particular os africanos e países francófonos da sub-região. Contudo, a pertinência inicial do projecto mantinha-se, ou seja a existência de um Centro que contribuísse para estudar como as dimensões de género afectam e são afectadas pelas transformações sociais e preparar actores a vários níveis de intervenção para a análise e actuação na área do género e desenvolvimento. Entendeu-se, deste modo, recentrar a temática sobre género e família, na medida em que um centro de estudos e formação sobre estas temáticas contribuiria para trazer perspectivas africanas a problemas que se colocam à humanidade, convergindo para tornar visível a contribuição do continente face a certas questões e à escolha de modelos de desenvolvimento.

Em face dessas novas possibilidades, o Centro toma uma nova configuração. O CEGEF passa a ser designado CIGEF – Centro de Investigação e Formação em Género e Família, criado em parceria com o ICIEG, UNFPA e UNIFEM, no âmbito do processo de desenvolvimento de uma política de género em Cabo Verde, tanto ao nível do Governo como de várias instâncias da Sociedade Civil, com particular destaque para as ONG, em Junho de 2008 por deliberação do Conselho de Estratégia e Governo

 NATUREZA

O CIGEF – Centro de Investigação e Formação em Género e Família é uma unidade orgânica da Uni-CV, de carácter interdisciplinar, com funções de investigação científica, capacitação, formação, extensão e desenvolvimento nas áreas do género e da família que depende directa, hierárquica e funcionalmente do reitor.

MISSÃO

Para o prosseguimento da sua missão, o centro trabalhará em estreita ligação com as instituições com as quais tem afinidade de missão, nomeadamente

Contribuir, através de estudos, pesquisas e actividades de extensão, para a concepção, divulgação e implementação de programas, projectos e medidas de política que visem o desenvolvimento equilibrado das relações de género e familiares nos domínios social, económico, político, científico e cultural.

OBJECTIVOS

a)  Melhorar os níveis de conhecimento relativos à construção cultural e da transformação das relações de género e da família mediante:

                i.     A promoção de estudos, pesquisas, formação e informação sobre os diversos aspectos da problemática das relações familiares e de género;

              ii.     A recolha sistemática dos materiais e documentos respeitantes às áreas de género e família, tendo em vista a constituição de uma bibliografia e uma base de dados relevantes sobre estes domínios;

b)  Reforçar as condições de desenvolvimento das intervenções relacionadas com o género e a família em todo o país, através:

                i.     Do desenvolvimento das competências técnicas nacionais, mediante a formação, tendo em vista a transversalização  das questões relativas ao género e a família, na concepção, aplicação, gestão seguimento e avaliação de políticas de programas e projectos nacionais e sectoriais;

              ii.     Da prestação de serviços à comunidade no âmbito da sua actividade, nomeadamente realizando acções de formação, estudos e emitindo pareceres.

c)   Aumentar a visibilidade das questões relacionadas com o género e a família ao nível nacional, regional e internacional mediante:

                i.      Estabelecimento de relações com instituições e associações que trabalham nestas áreas;

              ii.       Divulgação do conhecimento, através da publicação de artigos, estudos e investigações e a realização de fóruns, congressos e outros eventos de troca de ideias, conhecimentos e experiencias;

             iii.      Intercâmbio entre pesquisadores e docentes nacionais e estrangeiros.

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